O nariz é uma estrutura cartilaginosa que possui duas cavidades e um septo entre elas. Essa estrutura, apesar de parecer apenas o caminho pelo qual o ar passa para seguir em direção ao pulmão, apresenta uma grande importância para o corpo. Vamos entender o funcionamento desse órgão?

Nas cavidades nasais, encontramos um tecido epitelial rico em glândulas que secretam muco. Esse muco, em razão de sua propriedade pegajosa, é capaz de reter partículas finas, bactérias, poeira e outras substâncias presentes no ar. Além disso, essa secreção ajuda a umedecer as vias respiratórias. O muco é produzido por essas células de forma contínua e desce pela nossa garganta, onde é engolido com a saliva.

Além do muco e do ar que respiramos, na nossa cavidade nasal encontramos cílios e os famosos pelos do nariz. Eles funcionam como filtros, evitando que partículas estranhas tenham acesso às outras partes do nosso sistema respiratório. Diferentemente do muco, os pelos ajudam a filtrar substâncias e organismos maiores, como insetos. Os cílios, que são menores e mais finos, fazem movimento de ondulação e ajudam o muco a filtrar partículas pequenas e levá-las em direção à faringe para que seja engolido.

No nariz, o ar é aquecido para que ele chegue ao pulmão em uma temperatura semelhante à do nosso organismo. Isso é possível porque o tecido da cavidade nasal é ricamente vascularizado, o que permite o aquecimento.

Além dessa função na respiração, o nariz garante que o som da nossa voz saia de maneira adequada, funcionando, assim, como uma caixa de ressonância. Além disso, ele também possibilita a nossa percepção dos diferentes odores presentes na natureza por meio do olfato.

Podemos concluir, portanto, que o nariz não está no nosso rosto apenas para nos deixar esteticamente mais charmosos. Essa estrutura é extremamente importante e sem ela a nossa respiração torna-se prejudicada. Assim sendo, fique sempre atento à sua respiração, evitando que ela se inicie pela boca. Somente o nariz é capaz de filtrar, umedecer e aquecer o ar de maneira que ele seja bem aproveitado pelo organismo.

Fonte: Uol Saúde